O AMOR VERDADEIRO JAMAIS MORRE!

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O coração de uma mulher é um oceano de segredos

sábado, 8 de abril de 2017

Especial: A Cabana - Wiiliam P. Young (livro e filme)

(Título Original: The Shack
Tradutor: Alves Calado
Editora: Sextante
Edição de: 2008)

Durante um viagem de fim de semana, a filha mais nova de Mack Allen Phillips é raptada e evidências de que ela foi brutalmente assassinada são encontradas numa cabana abandonada.

Após quatro anos vivendo numa tristeza profunda causada pela culpa e pela saudade da menina, Mack recebe um estranho bilhete, aparentemente escrito por Deus, convidando-o a voltar à cabana onde aconteceu a tragédia.

Apesar de desconfiado, ele vai ao local numa tarde de inverno e adentra passo a passo o cenário de seu mais terrível pesadelo. Mas o que ele encontra lá muda o seu destino para sempre.

Em um mundo cruel e injusto, A Cabana levanta um questionamento atemporal: se Deus é tão poderoso, por que não faz nada para amenizar o nosso sofrimento?

As respostas que Mack encontra vão surpreender você e podem transformar sua vida de maneira tão profunda como aconteceu com ele. Você vai querer partilhar este livro com todas as pessoas que ama.




Palavras de uma leitora...



"Quase sem pensar e sem afastar os olhos da televisão, Mack estendeu a mão para a mesinha de canto, pegou um porta-retrato com a imagem de uma menininha e o apertou contra o peito."

- Faz oito anos que li esta história. Numa época em que nunca tinha ouvido sequer falar do livro. E no momento em que mais necessitava dele. Quando folheei suas páginas e iniciei a leitura... não tinha ideia de tudo o que encontraria, das lágrimas que insistiriam em rolar pelo meu rosto, das lições que levaria para sempre comigo. Me marcou de uma forma que... não dá para explicar. Este é um dos motivos para eu ter demorado tanto em escrever sobre ele. E mesmo agora... enquanto tento colocar em palavras o que sinto, penso em desistir. Como falar de uma história que transformou minha vida? Que mudou minha maneira de ver o mundo e me deu o conforto que eu tanto precisava? Como falar dele se o simples fato de recordar já me deixa em lágrimas? 

"Desesperado e derrotado, Mack se deixou cair no chão, perto da mancha de sangue. Tocou-a com cuidado. Era tudo o que restava de sua Missy. Deitado junto dela, os dedos acompanharam com ternura as bordas descoloridas e ele sussurrou baixinho:
- Missy, desculpe. Desculpe se não pude proteger você. Desculpe se não pude encontrar você."

- Quando penso na pior dor que existe neste mundo, não tenho dúvidas de qual é. Sei que não existe nada pior que perder um filho. É uma dor que apenas posso imaginar e só isso... o simples fato de imaginar... já me deixa destroçada. E pior que perder um filho... é perdê-lo porque alguém um dia acordou e decidiu que iria tirar-lhe a vida. Pior que enterrar um filho... é você não poder sequer fazê-lo. É jamais ter encontrado o corpo para chorar sobre ele. É não ter nem mesmo o direito de dar a esse filho um enterro adequado. É imaginar onde seu corpo poderia estar, a maneira como ele morreu... se ele pediu por socorro, se chamou por você. Mackenzie passou por tudo isso. Não só perdeu a sua menininha de apenas seis anos, como jamais teve a chance de enterrá-la. Porque o psicopata que a assassinou deixou apenas o vestido ensanguentado. Todas as buscas não foram suficientes para localizar o corpo. Tudo o que ficou de sua filha foram as manchas de sangue numa cabana abandonada. 

"Bom, estou aqui, Deus. E você? Não está em lugar nenhum! Nunca esteve quando precisei, nem quando eu era pequeno, nem quando perdi Missy. Nem agora!"

- Não sei o que conseguirei escrever sobre esta história. Nem sei se terminarei esta resenha. Minhas emoções estão de novo uma bagunça. Sinto-me levada de volta ao passado, ao dia em que recebi este livro de presente, ao dia em que o abri e iniciei a leitura. Sinto tudo aquilo de novo. E não faço ideia do que escrever. Mas aviso que, se você ainda não leu o livro ou assistiu o filme, o melhor é parar de ler este post imediatamente. As chances de spoilers são enormes. 

"Seria tão fácil, pensou. 'Chega de lágrimas, chega de dor...' Quase podia ver um abismo preto abrindo-se no chão atrás da arma para a qual estava olhando, uma escuridão que sugava os últimos vestígios de esperança do coração. Matar-se seria um modo de contra-atacar Deus, se Deus ao menos existisse."

Mackenzie era apenas um menino quando se viu sozinho, suplicando pela ajuda de um Deus que parecia não ouvi-lo. Já havia perdido a conta de quantas vezes ouvira os gritos da mãe, enquanto o pai a surrava embriagado como de costume. Sua infância há muito tinha se perdido e tudo o que ele desejava era que Deus pudesse livrar sua mãe daquela dor. Se existia um Deus, por que não o escutava? Por que não impedia tanta dor? Desesperado, Mackenzie buscou socorro na igreja e o resultado foi que seu pai quase o matou depois de amarrá-lo e surrá-lo até já não ter mais forças para isso. Após se recuperar, ele fugiu. Implorando o perdão da mãe e desejando não mais olhar para trás. Nunca mais. 

"Eu te amo, Missy. Sinto saudades demais."

- Marcado por um passado impossível de esquecer, Mackenzie não acreditou que um dia poderia encontrar alguém que o entendesse e completasse, que lhe desse a chance de viver a vida com a qual já não era capaz sequer de sonhar. Seu coração estava destruído. Não conseguia sonhar. Mas, então, ela apareceu. Uma mulher que poderia ter escolhido alguém melhor que ele, mas que o amou. De uma forma que ele não merecia. Mas da única maneira capaz de restaurá-lo. De curar as feridas ainda abertas. Nan acreditou nele, enxergou em seu interior algo que ele próprio não via e ao seu lado ele passou os melhores anos de sua vida. Anos de alegria, de risos, de esperança. Ela o ensinou a amar e este amor só foi crescendo conforme seus filhos nasciam. Ao lado dela e daqueles pequenos que o enchiam de um sentimento tão forte, ele soube o que realmente era viver. E reencontrou Deus. Nan foi a ponte para um relacionamento com aquele com quem Mackenzie já tinha rompido. Aquele que ignorou sua dor. Aquele em quem ele não queria acreditar. Mas mesmo após fazer as pazes com Deus, a distância permaneceu. Enquanto Nan tinha um relacionamento profundo com Papai, Mack temia confiar outra vez. 

"Quando ia se inclinar para lhes dar um beijo, uma vozinha com um tremor perceptível rompeu a quietude.
- Papai?
- Sim, querida?
- Algum dia eu vou ter de pular de um penhasco?
O coração de Mack doeu quando ele entendeu a verdadeira questão. Abraçou a menininha e a apertou. Com a voz um pouco mais rouca do que o usual, respondeu gentilmente:
- Não, querida. Nunca vou pedir para você pular de um penhasco, nunca, nunca, jamais."

Este foi um dos últimos momentos que Mackenzie passou ao lado de sua filha, de seu pequeno anjinho de seis anos. Se soubesse tudo o que aconteceria nas próximas horas, teria pego o seu bebê nos braços e retornado. Para casa. Para o lado de Nan e de seus outros filhos. Para longe de toda a maldade. Mas como poderia saber? Como imaginar que um monstro lhe tiraria a sua princesa? Que alguém olharia para sua filha e decidiria assassiná-la? 

"Ah, meu Deus, me ajude a achá-la... Ah, meu Deus, por favor, me ajude a achá-la."

- Eles estavam acampando. Era para ser um final de semana de diversão e risos, ao lado de três de seus filhos. Daquela vez, Nan não pôde ir com eles. Era só ele e as crianças e tudo estava correndo bem... até ouvir o grito de Kate. Ele estava perto de Missy, enquanto a filha pintava. Mas quando Kate gritou e ele percebeu que Josh estava se afogando, todos os seus instintos o empurraram na direção do filho, do menino que ele precisava salvar. Apavorado, ele correu para a água, sabendo que Missy estava segura. Mas quando retornou, sua filha não estava mais ali. E ele nunca mais a viu. 

"Santo Deus, por favor, por favor, por favor, cuide da minha Missy, proteja-a, não deixe que nada de mal lhe aconteça."

As buscas iniciaram. Todos fizeram o possível para encontrá-la e conforme o tempo passava, o desespero aumentava. E não demorou para que os investigadores conectassem aquele novo desaparecimento aos quatro anteriores. Ao desaparecimento de outras meninas com mais ou menos a mesma idade de Missy. Meninas que jamais tinham sido encontradas, mas que todos sabiam que tinham sido assassinadas pelo Matador de Meninas, um psicopata que a polícia ainda não tinha sido capaz de capturar. Missy era sua quinta vítima. 

"Mack viu imediatamente o que viera identificar. Virando-se, desmoronou nos braços dos dois amigos e começou a chorar incontrolavelmente. No chão, perto da lareira, estava o vestido de Missy, rasgado e encharcado de sangue."

- Naquele dia, a ponte se rompeu. Ele havia perdoado Deus pelo seu passado... Tinha recomeçado. Tinha construído uma nova vida. Tentava não olhar para trás e nunca deixou de agradecer por todos os presentes que recebeu, pela família que tanto amava, por cada dia. E então... Deus lhe tirou sua filha. 

Ao ver o vestido que a filha usava ao desaparecer, largado numa poça de sangue em uma cabana abandonada, Mackenzie sentiu algo se rasgar dentro dele. E virou as costas para Deus. 

Quatro anos depois, tomado pela depressão e pelas lembranças da filha que já não estava ao seu lado, tudo o que ele não fazia era viver. Sabia que estava respirando, que o mundo estava seguindo em frente, que sua esposa e seus outros filhos precisavam dele, mas... existia um torpor. Ele só queria que tudo chegasse ao fim. Como seguir em frente quando um pedaço do seu coração ficou para trás? Como voltar a viver... se sua filha estava morta, abandonada num canto qualquer? A verdade é que ele não queria se recuperar. Ele já não queria nada. 

Estava nevando quando o convite chegou. Um bilhete em sua caixa de correios. Nenhuma pegada na neve, nenhum rastro. Apenas um bilhete assinado por Papai. Aparentemente escrito por Deus, o convidando a retornar à cabana... onde tudo terminou. Onde ele ainda estava preso. Onde sua filha tinha morrido. 

Sem saber no que acreditar e duvidando que Deus tivesse realmente lhe escrito alguma coisa, Mackenzie toma a decisão de ir até aquele lugar... de voltar à cabana. Talvez, por menor que fosse a possibilidade, o assassino tivesse escrito. Talvez ele finalmente pudesse fazer algo contra aquele que matou a sua filha. 

"Podia sentir o calor das lágrimas em seus olhos, como se estivessem batendo à porta de seu coração."

E nada poderia prepará-lo para o que ele encontraria naquele lugar... Ao aceitar aquele convite, Mackenzie aceitou muito mais do que esperava. Após aquele final de semana, ele nunca mais seria o mesmo. Todo o seu passado, todas as suas lembranças, as dores que carregava em seu interior, as lágrimas que falavam mais que qualquer palavra... a raiva, o desespero, o sentimento de traição e vazio... Durante todo o final de semana, ele enfrentaria todas as questões que o atormentavam, ao lado de três pessoas que ele já nem sabia se acreditava que existiam. 

Quantas pessoas nesta vida podem dizer que tiveram um encontro com Deus? Mackenzie era uma delas. Ele não apenas tivera um encontro com Deus, com aquele que ele considerava um inimigo. Ele também, duvidando da própria sanidade, se via diante daquele de quem um dia ele ouviu falar... do Filho, que se sacrificou numa cruz, muitos e muitos anos antes dele existir. E ainda... do Espírito Santo, o consolador prometido. Naquela cabana, os três o esperavam. Deus, uma mulher negra enorme. Jesus Cristo, um jovem comum com quem Mackenzie sentiu-se imediatamente conectado. E o Espírito Santo, uma mulher pequena e asiática, colecionadora de lágrimas. Seria um sonho? Estaria ele louco? Estaria ele... morto?

"Não sou quem você acha, Mackenzie - As palavras dela não eram raivosas nem defensivas."

- Eu própria estava com a minha fé profundamente abalada quando este livro chegou às minhas mãos. Já nem lembrava o que era sorrir, o que era acreditar. Estava cansada de religião, cansada daquela visão que as igrejas me passavam. De um Deus que eu deveria temer, no sentido de realmente ter medo. De um Deus que parecia se preocupar apenas em punir as pessoas por suas falhas, por seus pecados. Eu me sentia sozinha e muito ferida. Meu mundo estava desabando e não parecia existir saída. Tudo o que eu tinha sonhado estava se desfazendo. Me sentia no fundo do poço, querendo implorar a Deus por ajuda, mas sem forças para isso. E sem acreditar que Ele fosse realmente me escutar. Sem acreditar que Ele se importasse. Meu relacionamento com Deus sempre tinha sido complexo, mas eu nunca tinha me sentido tão abandonada como naquela época. E então... A Cabana

"Você vê a dor e a morte como males definitivos, e Deus como o traidor definitivo, ou talvez, na melhor das hipóteses, como fundamentalmente indigno de confiança. Você dita os termos, julga meus atos e me declara culpado."

- A Cabana é um livro de ficção, sem nenhuma intenção de apoiar uma outra religião. É a história de um homem que perde aquilo que tinha de mais precioso e que é obrigado a não só lidar com a dor da perda, da saudade, mas também com a culpa que insiste em persegui-lo. A culpa por não ter estado ao lado da filha. Por ter sido incapaz de protegê-la do mundo e... protegê-la de Deus. É a história de um homem golpeado pela vida, traído por aqueles que deveriam cuidar dele quando ainda era criança... que teve sua infância arrancada brutalmente dele e teve que se virar sozinho num mundo mais do que disposto a destruí-lo. Alguém que tinha medo de confiar e mesmo assim se entregou ao amor. Alguém que se reaproximou de Deus apenas para sofrer o pior golpe possível. Alguém que, como muitos de nós, ao estar tão profundamente magoado, culpou a Deus por tudo de ruim que lhe aconteceu, culpou a Deus por não ter protegido a sua filha. Ele poderia ter impedido a morte de Missy, então por quê? Por que permitiu que uma garotinha inocente fosse assassinada? Por quê? Por que não fez nada? 

"- Não, eu amo Papai, quem quer que ela seja. Ela é incrível, mas não é nem um pouco como o Deus que eu conheço.
- Talvez sua ideia de Deus esteja errada.
- Talvez. Simplesmente não vejo como Deus pudesse amar Missy com perfeição."

- A Cabana é uma viagem para dentro de nós, para a parte mais necessitada do nosso coração. Ao lado de Mackenzie, Elousia, Jesus, Sarayu e, ainda, a Sophia, nós somos obrigados a enfrentar sentimentos que muitas vezes não temos coragem de deixar vir à tona. Dúvidas e mágoas, arrependimentos, lembranças... É uma história que nos toca a alma e faz com que muitas lágrimas rolem. Lágrimas pela Missy, lágrimas pelo Mackenzie, por aquela família em pedaços... lágrimas por nós mesmos e pelas diversas pessoas que são vítimas da crueldade de outros seres humanos. Choramos pelo que não podemos mudar. Choramos pela esperança, por mais remota que seja, de que algo um dia mude... que este mundo venha a ser melhor. E choramos... também pela linda visão de Deus que este livro nos passa. Uma imagem distante daquela pregada nas igrejas que eu conheci, limitada pela religião. Neste livro, as limitações se rompem. Vemos Deus de uma maneira linda e confortante. Da maneira que eu sempre quis ver. Da maneira que eu acredito que Ele seja. Um Deus que é puro amor. Um Pai que não abandona os seus filhos e não está interessado em sair punindo todo mundo, sendo sempre um juiz e julgando a todos por suas falhas. Um Deus que ama e jamais ignora a nossa dor. Que está sempre ao nosso lado, passando por tudo com a gente. 

"- Mack, ela jamais esteve sozinha. Eu nunca a deixei. Nós não a deixamos sequer por um instante. Eu não poderia abandoná-la, nem você, assim como não poderia abandonar a mim mesmo."

- É muito difícil falar desta história. Expressar tudo o que sinto... o quanto ela é importante para mim. Existem livros dos quais não conseguimos falar. Livros que se tornam tão especiais que nos roubam as palavras. Sempre falei desta história para as pessoas, sempre insisti para que a lessem, mas nunca consegui colocar em palavras tudo o que sinto, o tanto que ela mexeu comigo, com as minhas emoções, com as minhas crenças. O quanto ela me transformou e confortou. Chorei demais lendo este livro. Choro sempre que me lembro dos momentos que passei ao lado dos personagens, de tudo que aprendi com eles. 

Não concordo completamente com a frase que diz que somos aquilo que lemos. Leio muita coisa.kkkkkk... E não sou tudo que leio. Mas, não tenho dúvidas, que os livros são capazes de nos modificar. Não tenho dúvidas que existem histórias que nos atingem de tal modo que nunca mais somos os mesmos. A Cabana é um destes livros. 

"Você já notou que, em sua dor, presume sempre o pior a meu respeito? Estive falando com você durante longo tempo, mas hoje foi a primeira vez que você pôde ouvir."

- Este é um livro que jamais me cansarei de recomendar. É uma história que deve ser lida com o coração, de mente aberta e livre de religiões e pré-conceitos (sim, eu quis escrever exatamente assim). Quando indico a história para alguém sempre digo que, enquanto durar a leitura, ela deve manter afastado aquilo que aprendeu com a religião (seja qual for a religião) e apenas ler o livro. Mais nada. Só ler. Com o coração. Porque, como eu disse antes, ainda que defenda a Trindade e tenha ensinamentos que nos recordam os ensinamentos cristãos, esta história não é sobre religião. É sobre Deus. Amor. Perdão. Recomeço. 

"- Por favor, perdoe-me - disse finalmente.
- Já fiz isso há muito tempo, Mack. Se não acredita, pergunte a Jesus. Ele estava lá."

- Eu não quero contar tudo sobre a história. Não falei nem metade de toda a experiência que Mack tem em seu encontro com Deus. Nem se eu quisesse saberia colocar em palavras tudo aquilo. É forte. É lindo. E vocês só poderão ter uma ideia de como nos toca lendo o livro ou assistindo o filme. Sim. Agora irei falar do filme. :) 




Quando eu soube que este livro viraria filme mal pude conter a emoção. Foram gritos, pulos, danças e mais gritos. Quis dividir a notícia com todo mundo, ansiando para que o tempo passasse mais rápido para que eu pudesse assistir logo o filme.rsrs E então, o livro foi relançado. Com a capa do filme. Claro que corri para a livraria e com um imenso sorriso no rosto, adquiri o meu novo exemplar, que contém uma nota do autor sobre os dez anos da história e cenas do filme. E tudo o que mais queria era que o filme chegasse logo ao Brasil. Estava cheia de medo de terem estragado a história, confesso. Mas nada me tirava a esperança de que talvez, apenas talvez, tivessem conseguido captar a essência do livro.

O lançamento foi no dia 06 de abril. E no mesmíssimo dia eu estava lá, mal conseguindo me controlar. rsrsrs... A sessão era a do último horário e eu pensei comigo mesma: "Não vai ter quase ninguém na sala. Já está tarde e o filme nem foi muito divulgado." Entrei, escolhi meu lugar e tentei me concentrar em esperar o filme começar. Mas aí... as pessoas foram entrando. E quando olhei para os lugares... a sala estava lotada. Com um sorriso no rosto e um sentimento incrível, esperei. Assim que o filme começou eu soube: ele iria superar todas as minhas expectativas. 

Ainda que eu não tivesse lido o livro antes, teria me emocionado. Do início ao fim, a história nos envolve. As cenas mais importantes, mais delicadas e fortes do livro estão todas ali, interpretadas de maneira brilhante pelos atores que dão um show de sensibilidade e talento. Quanto mais eu via mais emocionada ficava. Chorava pelas cenas e também chorava de felicidade por terem tido todo o cuidado de passar a mensagem do livro. Por terem sentido a história, entrado nos personagens, por nos fazerem sentir tudo aquilo com eles, numa das experiências mais lindas da minha vida. 

Já vi muitos filmes maravilhosos. Filmes que recordarei para sempre com carinho. Mas poucos foram os que conseguiram me atingir como a adaptação de A Cabana. Cada cena é construída de maneira cuidadosa, cada diálogo, cada lembrança dos personagens... a construção do relacionamento do Mackenzie com Deus, seu amor pela filha, seu sofrimento, sua depressão. Tudo é construído de maneira perfeita, de forma a nos levar para dentro do filme, para dentro da vida do protagonista. E quando a cena mais impactante do livro e do filme é mostrada... Nossa! A sala foi às lágrimas! Eu me abracei em prantos e podia escutar outras pessoas chorando juntas. Todos fomos atingidos pela emoção daquele momento. Nem o livro conseguiu mostrar com tanta verdade a dor do protagonista como o filme mostrou naquela cena especial e dolorosa. 

Se recomendo o filme?! Para todos!!! Para quem leu o livro e amou, para quem leu o livro e odiou. Para quem pretende ler a história e até para quem já decidiu que jamais irá ler. Acredito que o filme merece uma chance. Mesmo se você não tiver lido o livro. Pense nele como um filme como vários outros. Um filme que você simplesmente decidiu ver, sem expectativas. Deixe que ele te surpreenda. :)

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