O AMOR VERDADEIRO JAMAIS MORRE!

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O coração de uma mulher é um oceano de segredos

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

A minha estação do ano favorita




Era para este tema ser fácil, verdade?! Mas eu sempre tenho que dificultar as coisas!rsrs

Não sei bem se tenho uma estação preferida. Possuo sentimentos em relação a cada uma das quatro, sendo a que detesto justamente a única que não mencionarei aqui. Será que adivinham?




Ah, primavera! Sempre a encarei como o início de tudo. A estação da vida, da alegria, dos sonhos... da esperança. Ela é o princípio e não importa como as coisas fiquem difíceis quando seu período se encerra, ela sempre retornará... com sua típica felicidade e otimismo. É assim que a vejo. Ela me enche de bons sentimentos. Me faz pensar positivo e seguir adiante. Afinal de contas, a vida está só começando. É sempre possível recomeçar... virar a página. Trocar o livro se necessário! :)



Depois que o verão passa, deixando seus rastros de destruição (já perceberam qual estação detesto, não é mesmo? Como amar a estação do calor insuportável e das chuvas que deixam tantas e tantas pessoas desabrigadas, isso quando não as mata?! Nunca amarei tal estação) vem o outono, com seu ar nostálgico... cheio de melancolia. As folhas estão caindo assim como alguns sonhos que se construíram na primavera. Todavia, parando para pensar, é a estação que prefiro. É a minha favorita. Vejo algo de mim nesta estação. Como se ela me compreendesse.kkkkkkkk... Ela representa o momento de sentar, olhar para trás... para tudo o que se passou e refletir sobre o que ainda desejamos manter ou deixar para lá, guardado numa caixa no fundo das lembranças, num lugar que, talvez, não tenhamos a intenção de revisitar um dia. É a estação em que reavaliamos o que sonhamos com tanta empolgação na primavera. É quando somos sentimentais, mas também racionais. Pesamos o passado, o presente e o que realmente queremos para o futuro. É a estação da reflexão e da ponderação. Assim como da saudade. 



Quem mora no Brasil, na região sudeste como eu, por exemplo, talvez lhe diga que aqui só temos duas estações bem definidas: verão e inverno. Não há dúvidas que o verão é a estação em que o calor atinge seu apogeu. É insuportável. Costumo desejar que passe bem rápido e é o período em que fico mais tensa, estressada, desejando fugir do Brasil.kkkkk... Mas quando o inverno chega... eu caio doente, com certeza. É a estação em que passo mais tempo gripada, com a garganta inflamada, com virose atrás de virose... Enfim... O inverno não gosta de mim. Todavia, eu não teria nada contra ele se não fosse a estação mais fria aqui no sudeste. Se não suporto o calor tenho verdadeiro pânico do frio.rsrs

Mas o inverno, apesar de todas as suas desvantagens, é a estação do meu nascimento.kkkkkkk... Deveria ser a minha estação. E tenho sim uma conexão com ela. Se fosse pensar numa estação que melhor define a minha personalidade na maior parte do tempo não pensaria duas vezes antes de escolher o inverno. Tenho uma parcela significativa de outono em mim e outra mínima de primavera (nada de verão!!!), mas tenho muito de inverno.rs  O que não é suficiente para torná-la minha estação preferida, claro. Ainda fico com o outono. :)

Uma curiosidade? Desde que li O Morro dos Ventos Uivantes pela primeira vez o associo com esta estação. Sinto como se a história inteira se passasse no inverno.  




- Este é meu décimo primeiro texto para o Projeto Escrevendo sem Medo

Este projeto foi criado pela Thamiris do blog Historiar. Clique aqui para conhecê-lo melhor. 

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Um Cão de Lata ao Rabo - Machado de Assis (conto)


Contos Escolhidos - 10/30

Machado de Assis é um dos mais renomados contistas da literatura brasileira. Transitando entre os diversos tipos de contos - do tradicional ao moderno -, seus textos são originais e complexos. São contos cheios de acontecimentos intensos - quase sempre envolvidos num clima de tensão -, repletos de personagens polêmicos e ambíguos e de jogos e armadilhas textuais que induzem à dúvida, relativizando a maior parte das ideias e levando o leitor a refletir sobre suas "certezas". 


Palavras de uma leitora...



- É após ler um conto como este que uma pessoa percebe que está ficando burra. 

Eu estava toda empolgada, cheia de ilusão, ansiando pelo momento em que leria um conto do Machado. Depois de mais de um mês sem ler nada dele já estava morrendo de saudades. Antes não tivesse lido.kkkkk... Porque antes mesmo de terminar a leitura de Um Cão de Lata ao Rabo já notava que as coisas estavam caminhando para um final nada agradável... para mim. 

Tudo começa aparentemente bem. O narrador tenciona nos contar a história de um concurso literário em que determinados alunos teriam quinze dias para dar o melhor de si, criar grandes obras ou ao menos tentarem. Seria estabelecido um corpo de jurados que julgaria os trabalhos e escolheria os melhores textos. Até aí tudo bem, não é mesmo? 

O narrador, que nos conta também que fazia parte desse júri, relata que apenas três trabalhos se destacaram. E, encantado por eles, resolve dividi-los com nós leitores.... É a partir daí que tudo desanda. E eu começo a boiar. Não. Esta não seria a palavra. Afundar parece mais apropriado. 

Sério! O que diabos foi aquilo? Não entendi absolutamente nada!kkkkkkkkkk... E terminei a leitura me sentindo muito, mas muito burra mesmo. Como se tivesse desaprendido tudo que acreditava saber. Já posso voltar para a escola. rsrs

Notei uma certa crítica à Educação no conto, mas não compreendi muito o sentido dos três textos "literários" dos alunos. Todos pareceram sem sentido para mim. Apenas um apanhado de palavras rebuscadas (no último), uma introdução sem fim (no segundo) e um emaranhado de frases de efeito (no primeiro). Mas todos os três textos tinham um grande "nada" de sentido. Ou então estou mesmo burra. :( 

Talvez deva reler o texto num momento em que não esteja com a mente tão cansada (após ter feito uma das piores provas da minha vida) para ver se assim consigo compreendê-lo. Até porque nem todo texto conseguimos compreender de primeira.rs Ou quem sabe a alternativa seja mesmo voltar a estudar... começando por Interpretação de Texto. 

Um Cão de Lata ao Rabo não fez nenhum bem para a minha autoestima.kkkkkkk... Se a intenção do autor era fazer com que eu me sentisse uma ignorante, ele conseguiu.rsrs 


Contos anteriores:

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

TAG: Direitos do Leitor




Olá, queridos!

Gostaram da imagem acima?! :D Como não sei se esta tag tem uma imagem oficial tive que encontrar alguma na internet. E achei a que escolhi muito apropriada. :) 

Vi esta tag quando estava passando pelo blog Para Todas as Estações e não sei quem a criou, por isso não tenho como dar os devidos créditos. Só sei que eu fiquei louquinha para responder! 

E quais são os direitos dos leitores?


1- O direito de não ler - Um livro que você não quer ler nem que te paguem.

Ui! Já começa difícil! Não porque não exista um livro que não leio nem se me pagarem, mas sim porque é complicado escolher só um.kkkkkkkk... Vou escolher a autora, então! Depois da decepção insuperável que tive com o livro Amor e Vingança nunca mais quero sequer ouvir o nome da autora Sophia Johnson. Peguei antipatia, confesso. Mas é simplesmnete impossível esquecer tudo o que aquele anti-herói dos infernos fez com a mocinha. Chegou a amarrá-la e arrastá-la como a um cavalo. Isso é amor?! Não. É humilhação, violência.

2- O direito de pular páginas - Um livro que você leu... só o que interessava.

Não costumo fazer isso, para ser sincera. Mesmo se não estiver gostando da história seguirei lendo até o fim, sem pular páginas. Ou abandono por completo ou leio até o final. Pular páginas, não! Todavia, existem livros que já li pedaços, trechos soltos. Mas não os coloquei na lista de "lidos", justamente porque voltarei a eles para lê-los do princípio. Um exemplo é Fogos de Inverno da Johanna Lindsey. 

3- O direito de não terminar um livro - Um livro que você começou algumas vezes antes de ler inteiro.

Eu tenho o direito de NÃO terminar um livro nunca. De abandonar. Sem pena, sem querer voltar atrás. É raríssimo isso acontecer comigo, pois não gosto de deixar coisas inacabadas. Mas existem livros que não suportei. Exemplos? Cito todos os que abandonei: Estrela da Noite - Alyson Noël, Olhos Verdes - Margaret Pargeter, A Indomada e o Sheik - Miranda Lee, Inocência e Pecado - Anne Mather. Abandonei apenas quatro livros em toda minha vida?! Uau!kkkkk... Na verdade, foram seis, mas de dois eu não me recordo o nome. 

Agora... Um livro que tentei ler várias vezes antes de concluir a leitura... Deixa eu pensar aqui... Senhora - José de Alencar. Não foram tantas vezes nem nada, mas realmente tentei lê-lo anos antes de finalmente conseguir. 

4- O direito de reler - Um livro que você salvaria no fim do mundo, para reler pela eternidade.

Tenho realmente que responder?! Como escolher só um????!!!! Vou escolher três só para não quebrar muito as regras: O Quarto Arcano - Florencia Bonelli, Alguém para Amar - Judith McNaught e O Morro dos Ventos Uivantes - Emily Brontë.

5- O direito de ler qualquer coisa - O livro mais improvável que você já leu e gostou, e que algumas pessoas talvez duvidem que você leu.

Sou uma pessoa muito eclética. Ouço vários tipos diferentes de músicas, assisto coisas nada a ver umas com as outras e, claro, leio gêneros bem distintos. Gosto de variar, por mais que tenha os meus gêneros preferidos. E uma coisa que leio e muita gente torce o nariz é livro de autoajuda. Um deles é O Amor Como Estilo de Vida - Gary Chapman. 

6- O direito ao bovarismo (doença textualmente transmissível) - Um livro que parecia ótimo! Mas o tempo passou...e você pensou a respeito.

Pergunta complicadinha!rsrs Não consigo recordar nenhum no momento. Tenho que pensar! Já volto!kkkkkk... 

Voltei! Fui olhar a estante para ver se aparecia uma "luz".rs Bem... Não estão mais na minha estante dois livros: Para Sempre e Lua Azul ambos da mesma autora: Alyson Noël. Lembro que quando li o primeiro eu amei! Fiquei apaixonada pela história. Todavia, não foi o tempo que fez as coisas desandarem. Foram as continuações da história e a protagonista Eve. Era uma mocinha tão tapada e tóxica e a série ficou enrolando tanto que abandonei a história após ler o quarto livro, se não me engano. 

7- O direito de ler em voz alta - Um livro que você precisou ler em voz alta.

Não o livro inteiro. E não é que eu "precisei" ler em voz alta. Simplesmente gosto de ler os trechos em alto e bom som.kkkkkkkkk... O Morro dos Ventos Uivantes. Minha paixão! :)

Uma curiosidade: já li sim um livro inteiro em voz alta por necessidade! A Cabana - William P. Young. Já tinha lido a história, mas logo após eu terminar a leitura em 2009, minha tia me pediu para ler a história para ela. Então passei dias lendo o livro em voz alta enquanto minha tia arrumava a casa, cuidava dos filhos, coisas assim.rs

8- O direito de ler em qualquer lugar - O lugar mais estranho/improvável em que você já leu um livro.

Na Igreja. Não durante a Missa, é claro! Antes dela começar. E se vou a uma festa é certo que levarei um livro e o abrirei para ler. Podem acreditar!rsrs Não sou fã de festas e barulho. Sempre necessito de um livro quando sou obrigada a ir a uma festa. 

9- O direito de ler uma frase aqui e outra ali - Um livro que te alimenta com pequenas doses diárias.

Antologia Poética da Florbela Espanca, O Morro dos Ventos Uivantes (quantas vezes já o mencionei?!), Agora e Sempre - Judith McNaught e vários outros livros queridos que pego para reler trechos quando estou louca de saudades... 

10- O direito de calar - Um livro que te deixou sem palavras, porque era muito bom...ou muito ruim.

Corações Feridos - Louisa Reid. Este livro arrancou um pedaço de mim. Não posso mencioná-lo que me dá uma agonia. História pesada que traz como temas fanatismo religioso e violência doméstica. Muitas outras histórias também me deixaram assim: A Lista do Nunca, Identidade Roubada, No Escuro... 

Gostaram das minhas respostas? Espero que sim! :)

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

As Fitas da Vida e O Drama da Geada - Monteiro Lobato (contos)


Negrinha é um livro de contos realistas lançado em 1920, com personagens que representam a população brasileira das décadas iniciais do século XX. Nele Lobato revela uma terra onde o poder é exercido arbitrariamente pelos coronéis e expõe a mentalidade escravocrata que persiste décadas depois da Abolição. Estão retratados em suas páginas tipos tão diversos quanto um fazendeiro falido, o jardineiro que faz poesia das flores, a viúva cruel, uma criança negra maltratada e o gramático ranzinza.



Palavras de uma leitora...



- Depois de ter lido o conto que abre e dá título a este livro, pensei que passaria muito tempo antes que eu criasse coragem de ler outra história do Monteiro Lobato. Todavia, hoje resolvi arriscar... Cheia de medo, mas arrisquei!rs

Em As Fitas da Vida conhecemos a comovente história de um senhor idoso, que foi soldado e combateu na Guerra do Paraguai, mas que depois acabou sozinho, esquecido por todos, condenado por uma doença que lhe roubou a visão. Ele se sentia inútil e desamparado, encontrando nas recordações de um tempo distante um frágil consolo. 

Mas sua vida sofre uma reviravolta quando acaba embarcando com um destino diferente do que imaginava: deveria estar a caminho do Asilo dos Inválidos da Pátria, mas, por um equívoco, o colocaram junto com os homens que estavam indo para  a Hospedaria dos Imigrantes e dali para as lavouras de café, onde trabalhariam. Ninguém se importava muito em despachá-lo para o lugar correto. Era só um caco de gente, alguém imprestável com quem ninguém perderia tempo. 

"Não tinha olhos para guiar-se, nem teve olhos alheios que o guiassem. Triste destino o dos cacos de gente..."

Um funcionário daquela Hospedaria, porém para e pergunta ao idoso o que ele fazia ali e é quando o homem conta a sua história. Comovido com o que se passava com aquele senhor, o funcionário leva sua história até o diretor do local e é aí que as coisas tomam um rumo inesperado... 

- A história é simples, mas nos emociona, nos faz pensar em tantas coisas... Eu fico pensando no quanto existem pessoas por aí que acreditam que nunca irão envelhecer. Que serão sempre fortes e "úteis", autossuficientes, sem precisar de ninguém. Não têm paciência com seus pais ou avós, maltratam idosos. Esquecem que a vida dá voltas e um dia podemos parar num mesmo lugar. 

Achei muito linda a maneira como o conto terminou. O senhor tinha tanta fé numa pessoa de seu passado. Tanta certeza que sua vida seria diferente se reencontrasse aquele alguém... Foi impossível não sorrir ao perceber que ele tinha motivos para acreditar. 


O Drama da Geada, por sua vez, nos traz uma história muito mais triste e com um final que nos parte o coração. 

Um fazendeiro, profundamente dedicado à sua terra e ao trabalho, ergueu com seu esforço e suor a fazenda que possuía. Participou ativamente de cada construção desde as pequenas até as maiores e sua plantação de café era todo o seu orgulho. Era o resultado do seu trabalho, sua obra-prima. Mas aquele mês era o que lhe dava pesadelos. Mês de geadas... um mês que poderia passar sem grandes turbulências ou... destruir toda a sua vida. Estava nas mãos do destino.

Embora tivesse uma fazenda que dava lucros, o fazendeiro contraíra dívidas e hipoteca. Sua salvação, a chance de livrar-se dos credores e continuar tocando sua vida em paz, estava naquela plantação de café... que poderia morrer com uma forte geada. O tempo não estava bom. E quanto pior ficava maior era o desespero daquele trabalhador. 

"Virá? Não virá? Deus sabe!...
  Seu olhar mergulhou pela janela, numa sondagem profunda ao céu límpido.
- Hoje, por exemplo, está com jeito. Este frio fino, este ar parado..."

- Eu nada entendo de agricultura, lavouras, fazenda... É grego pra mim. Não faço a menor ideia de como funcionam. Eu compro o café no mercado, já embalado, pronto para consumo. Bem como tomate, cenoura, batatas e tudo o mais... Eles já nos chegam preparados e sei que mesmo os produtos "vegetais" necessitam de uma preparação, de pessoas que trabalham a terra, que lidam dia a dia com o cultivo da terra mesmo que hoje em dia talvez tenham auxílio de máquinas. Como disse, não faço a menor ideia de como é a plantação de coisa alguma. Sou leiga no que se refere a isso. No entanto, entendo de sonhos. Entendo de esforços e perdas. 

Imagine o que é dar todo o seu tempo, sua vida a uma coisa... Dedicando-se de corpo e alma a isso e e de repente ver todos os seus sonhos, tudo o que você construiu, ameaçado, correndo sérios riscos de ser destruído. Só que mais do que perder aquela plantação, o fazendeiro que lutou tanto para levar uma vida digna e tranquila ao lado de sua família, corria o risco de perder até o teto que tinha. Era como se todos os seus esforços tivessem sido em vão. Como se nada tivesse valido a pena. E é muito triste. Sobretudo porque o conto tem um final que nos deixa em choque. É o que eu chamaria de injustiça. E a vida, definitivamente, não é justa. 

- Monteiro Lobato, pelo que pude perceber dos três contos que li, segue uma linha mais "crua", real em seus contos. Ele mostra situações passíveis de acontecer. E que aconteceram. Em algum lugar deste país mesmo... com alguém, em outra época, em outro momento... Seus contos são humanos, mostrando trechos da vida de seus personagens... Cenas que podem parecer banais, mas que possuem uma força e nos causam impacto. Que mexem com a gente. 

Estou amando conhecer suas obras, mas não são leituras fáceis. Pelo menos, não para mim.